Em 22 de setembro de 1897, Antônio Conselheiro rendeu-se ao destino.
Não se sabe ao certo qual foi a causa de sua morte; as hipóteses mais citadas falam de ferimentos provocados por uma granada e de uma grave 'caminheira' - disenteria que lhe consumia as forças.
Fotografia Real
Imagem restaurada com inteligência artificial.
Poucos dias depois, em 5 de outubro de 1897, os últimos defensores de Canudos foram exterminados. O exército, vitorioso sobre o povoado em ruínas, iniciou a contagem das casas ainda de pé. No dia seguinte, encontraram o corpo de Antônio Conselheiro, enterrado no Santuário da vila.
Sua cabeça foi separada do corpo e enviada à Faculdade de Medicina de Salvador, onde seria examinada pelo Dr. Nina Rodrigues. Naquele tempo, acreditava-se - à luz da frenologia - que a 'loucura', a 'demência' e o 'fanatismo' deveriam deixar marcas visíveis no rosto e no crânio.
O arraial de Canudos foi então completamente destruído, varrido do mapa.
Anos mais tarde, em 3 de março de 1905, um incêndio na antiga Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus, em Salvador, consumiu as últimas relíquias de Conselheiro: sua cabeça foi destruída pelo fogo.
O laudo de Nina Rodrigues diagnosticaria Antônio Maciel como portador de uma 'psicose sistemática progressiva', selando, sob a ótica da ciência oficial da época, o destino e a memória do 'homem santo' do Sertão.