A Guerra de Canudos terminou em 5 de outubro de 1897, com a destruição completa do povoado de Canudos, no interior da Bahia, após quatro expedições militares enviadas pela República recém-proclamada. O conflito se deu entre o Exército brasileiro e os seguidores de Antônio Conselheiro, um líder religioso que havia fundado uma comunidade baseada na fé, na justiça social e na resistência à opressão.
Apesar de serem em sua maioria sertanejos pobres e mal armados, os conselheiristas resistiram bravamente por meses. Após intensos combates, fome e cerco militar, o arraial foi tomado, incendiado e dizimado pelas tropas. Mais de 20 mil pessoas morreram, incluindo mulheres e crianças. Antônio Conselheiro já havia falecido semanas antes, em 22 de setembro.
O fim da Guerra de Canudos foi marcado por um massacre e simboliza até hoje a brutalidade do Estado contra um povo que apenas buscava viver com dignidade, fé e autonomia no coração do Sertão.